| Paranapanema coisa de Poema |
(para Tânia Guerra)
Sem fogos coloridos
Nem grito de guerra
A ala da tristeza saiu da concentração.
Chora porta bandeira
Rasga uma avenida no rosto pintado.
Cada lágrima teimosa
Enche o Panema de emoção.
O surdo agora está mudo,
Calaram o tamborim.
Enredo, plumas e fantasias,
Tudo aprisionado dentro do baú.
Sonho desfeito é alegoria sem conserto.
Aceita remendo.
Mas não suporta peso algum.
É carnaval, há samba no ar.
Distante uma bateria murmura.
Mas, o brilho vibrante nos olhos do povo,
Esse ano não vai dar para ver.
Tropeçaram no passo marcado.
Roubaram a ilusão
Perdi o rebolado
Deixo um rastro de purpurina
Rumo ao bloco da solidão.
João Reimão
Escrito por paranapoema às 18h42
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